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Inimigos naturais do homem de conhecimento - parte 1

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No livro "A Erva do Diabo" Carlos Castaneda nos traz elementos de sabedoria tradicionais dos povos indígenas da região entre México e EUA, trabalhando entre os reais ensinamentos de xamãs e caminhantes com complemento de uma alegoria ficcional o autor nos apresenta alguns conceitos do uso de ervas de poder, de aliados no caminho da sabedoria, do aperfeiçoamento do ser, entre outros aspectos.

 

Dentre os ensinamentos passados no livro um importante ponto de reflexão é a respeito dos"inimigos naturais do homem de conhecimento" a saber: Medo, Clareza, (abordados neste primeiro artigo) , Poder, Velhice,(segundo artigo). Em suas explicações o personagem Don Juan nos fala a respeito dos inimigos e como derrota-los:

 

MEDO: O primeiro dos quatro inimigos, nas palavras de Don Juan: "(...) O Medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca.". 

 

Em outra passagem ele nos conta de onde surge esse medo: "- Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga.

 

Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem." ele continua no verso a seguir, "Devagar, ele começa a aprender... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes.E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo.

 

Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder.Seu propósito torna-se um campo de batalha." Naturalmente, sem uma força de propósito o caminhante cai, aí reside a prova, vencer o medo para fortalecer o propósito e seguir adiante.

 

O autor, através das palavras do xamã também nos dá a indicação do caminho para vencer os inimigos, no caso do medo ele diz: "- (...) Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua.

 

O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.".

 

Ao dominar seu primeiro inimigo o homem fica livre dele, adquiri a clareza, a clareza de espirito que apaga o medo, um momento feliz onde o discípulo conhece seus reais desejos, sabe como satisfaze-los, com o propósito fortalecido e confiante acerca dos mistérios ele encontra seu segundo inimigo:

 

CLAREZA: O segundo inimigo natural, ou segundo grande desafio que o discípulo deve superar vem quase como uma consequência a primeira vitória, afinal, clareza de mais pode nos cegar, a respeito disso Don Juan nos fala: "( a clareza) Obriga o homem a nunca duvidar de si.

 

Dá-lhe a segurança de que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso porque é claro e não pára diante de nada porque é claro. Se o homem sucumbir a esse poder de faz-de-conta, sucumbiu a seu segundo inimigo, (...).Vai precipitar-se quando deveria ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. (...)."

 

Caso o aprendiz seja derrotado nesta etapa ele nunca volta ao medo, sua clareza não se dissipará seu conhecimento ficará estagnado e ele incapaz de aprender novas coisas e nem desejará por novos patamares, tornar-se-a um bravo guerreiro ou um palhaço porém nunca alcançará a sabedoria de fato.

 

 

 

 


Para vencer este desafio nosso interlocutor ensina:"- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro.

 

E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante da vista. Será o verdadeiro poder."

Assim em sua longa jornada o caminhante já superou dois grandes obstáculos para chegar ao conhecimento, seu poder está pleno, seus aliados estão a sua ordem, não vê mais o ponto diante dos olhos, não existem obstáculos para nada  tem uma compreensão e uma ação em diversas esferas da vida, sua força esta nas alturas... mas aí ele se depara com o mais forte dos inimigos...o PODER.

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